Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

BURACOS DE MINHOCA


Buracos negros são um perigoso transporte. Além dos perigos do “efeito espaguete” e das colisões com singularidades, o túnel que liga um buraco negro a outro universo só fica aberto por pouco tempo e, depois, entra em colapso. Mas pode haver uma alternativa, apesar de, no memento, ser apenas teórica. Um dia os cientistas terão condições de anular a fúria de um buraco negro usando a antigravidade – o oposto da gravidade – para criar um buraco de minhoca. Ele tem duas bocas, conectadas por um túnel que atravessa o espaço curvo. Ao contrário do horizonte de eventos de um buraco negro, a boca de um buraco de minhoca possibilita o tráfego bidirecional: pode-se entrar e sair. Além disso, um buraco de minhoca também possui a grande vantagem de conectar diferentes partes do nosso Universo, oferecendo um atalho seguro entre os dois lugares distintos.




Um pequeno passo dentro de um buraco de minhoca

Estamos no século XXV. No centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, um cientista da NASA prepara-se para trabalhar, mas não utilizará um foguete. Há séculos, ninguém os utilizava. Por isso, a esquadra de astronaves da NASA há muito tempo está estacionada na pista alcatroada, como um memorial da curiosa época dos foguetes. O cientista veste seu traje especial – e entra pela abertura do Buraco de Minhoca Kennedy, construído especialmente para essa atividade e revestido com materiais antigravitacionais. Esse “pequeno passo para um homem” realmente representa um salto enorme. Entrando pela abertura, o cientista é transportado para um outro mundo.

Idéia em uma viagem de carro
Kip Thorne, um físico americano, foi a primeira pessoa a sugerir, em 1985, que buracos de minhoca poderiam ser utilizados em viagens espaciais. O astrônomo Carl Sagan pediu a ele que o ajudasse em seu romance Contato e Thorne solucionou o problema durante uma viagem de carro. Sagan planejava que a heroína de seu livro fosse transportada para estrela Veja (a uma distância de 26 anosluz) através de um buraco negro. Na metade do caminho, Thorne concluiu que a única maneira segura de faze-lo seria através de um buraco de minhoca.


Kip Thorne inventou o buraco de minhoca, mas a sociedade precisará estar muito mais avançada do que a nossa para construir um.


Breves Passagens

Um buraco negro oferece uma rota instável entre nosso Universo e outro. Após a formação do buraco negro (à esquerda), ele se conecta brevemente a outro universo (centro), mas o túnel inevitavelmente desmorona (à direita). Ele pode até se fechar prematuramente se, por exemplo, for perturbado pelo movimento de um astronauta que tente atravessá-lo.



Como Manter um Buraco de Minhoca aberto usando a Antigracidade

O túnel formado entre as duas bocas de minhoca é estável: ele não saíra do lugar. Porém, como podemos ter certeza de que o túnel permanecerá aberto? Segundo Kip Thorne, o segredo é revestir as paredes do túnel com um tipo de material exótico que as conserve separadas. No lugar da gravidade, esse material utilizaria a antigravidade, que repele tudo para longe de si. Thorne acredita que, um dia, uma sociedade extremamente avançada desenvolverá a tecnologia para criar material antigravitacional.





Fonte Bibliográfica: COUPER, H. & HENBEST, N, BURACO NEGROUma viagem ao centro de um buraco negro – um dos maiores mistérios do Universo. Editora Moderna, 1º Edição, São Paulo – 1997.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Seres Vivos


Introdução
Todos os seres vivos são formados por células, necessitam de alimento, precisam respirar, são capazes de se reproduzir e possuem uma composição química formada por substâncias orgânicas e inorgânicas. As substâncias orgânicas são produzidas somente por seres vivos. São elas: proteínas, lipídeos, carboidratos, ácidos nucléicos e vitaminas. As inorgânicas estão presentes na natureza e podem ser encontradas em elementos como o solo, rocha, etc. A água e os sais minerais (CA, I, Fé, Na, etc.) são excelentes exemplos deste tipo de substância. A água tem destaque na constituição química de todos os seres vivos, ela representa de 75 a 85% de sua constituição. Ela é indispensável à vida e sua carência leva a dificuldade e, até mesmo, a impossibilidade do organismo realizar os transportes necessários ao seu equilíbrio e manutenção. De acordo com seu tipo de célula, os seres vivos podem ser procariontes (com membrana celular, citoplasma e nucleóide) ou eucariontes (com membrana celular, citoplasma e núcleo). São seres procariontes: as bactérias, as algas azuis ou cianofícias. São eucariontes: os fungos, as plantas e os animais. Quanto a sua classificação, os seres vivos estão atualmente divididos em cinco reinos:

1. Reino Metazoa ou Animalia : composto por organismos pluricelulares e heterótrofos (não são capazes de produzir sua própria energia). Fazem parte deste grupo: animais invertebrados, vertebrados, aves, mamíferos, inclusive o homem.

2. Reino Metaphyta ou reino Plantae: seres pluricelulares que possuem células revestidas por uma membrana de celulose e que são autótrofos (capazes de produzir sua própria energia). Fazem parte deste grupo: vegetais inferiores (algas verdes, vermelhas ou marrons), vegetais intermediários (ex. samambaia) e vegetais superiores (plantas).

3. Reino Monera: composto por organismos unicelulares (formados por uma única célula) e procariontes (células que não possuem um núcleo organizado). Fazem parte deste reino: as bactérias e algas azuis ou cianobactérias (antigamente eram consideradas como vegetais inferiores).

4. Reino Fungi: composto por seres eucariontes (núcleo organizado e individualizado) que podem ser uni ou pluricelulares. Fazem parte deste reino: os fungos elementares e os fungos superiores (antigamente eles eram classificados como vegetais inferiores).

5. Reino Protista: formado por seres unicelulares e eucariontes. Estão presentes neste reino: protozoários (giárdias, amebas, tripanossomas) e algas inferiores ou eucariontes. OBSERVAÇÃO: Os vírus não possuem classificação definida pois passam a realizar funções vitais somente após invadir a estrutura celular, seqüestrando os componentes que a célula necessita para formar novos vírus.